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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Miraguaí - Onze pessoas são presas por fraude na compra de medicamentos


O Ministério Público, através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da Região do Alto Uruguai, realiza nesta quinta-feira, 27, a Operação Dose Dupla II, em Miraguaí. São cumpridos sete mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão contra servidores municipais e funcionários privados. Os mandados de busca são cumpridos na Prefeitura, no Posto de Saúde e nas residências dos sete presos. Na Prefeitura, o MP chegou a tempo de evitar a queima de
documentos. Outras quatro pessoas foram presas em flagrante pela tentativa de incendiar os papéis.
Os presos preventivamente já haviam sido denunciados pelo MP pela prática dos crimes de formação de quadrilha, peculato, adulteração de sistema de informações, fraude em procedimento licitatório e advocacia administrativa na compra de medicamentos pela Prefeitura para atender os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). As prisões foram solicitadas pelo MP para evitar que testemunhas sejam coagidas durante o curso do processo.
A ação, coordenada pelos Promotores de Justiça Heitor Stolf Júnior e José Garibaldi Evangelho Simões Machado, tem como finalidade apreender mais documentos que provem a prática de outros crimes além daqueles em que os envolvidos já estão denunciados pelo MP. Segundo a investigação, os presos fraudavam licitações para compra de medicamentos. Além de terem os preços superfaturados, os
medicamentos eram adquiridos em quantidades fictícias tão elevadas que, mesmo que toda a população fosse usuária de determinado remédio, seria impossível consumir o estoque no prazo de validade.
A Justiça também determinou liminarmente o afastamento de dois servidores, que ficarão sem receber seus salários até o trânsito em julgado. As investigações iniciaram em meados de julho deste ano, quando o MP cumpriu mandados de busca nesses mesmos locais, durante a Operação Dose Dupla I.
Fonte: NorteRS
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Passo Fundo - Munícipes avistam material semelhante a meteorito


Passo Fundo, nessa madrugada dessa quinta-feira (27), por volta da 1h. Funcionários da Embrapa e da UPF teriam visto a luz e outros teriam apenas sentido tremores. Algumas pessoas relatam que a bola de fogo seria azul, outras que teria a cor vermelha. Não há nenhuma confirmação de que seja um meteorito, mas pode ser a hipótese mais provável. Nada foi encontrado.
Vestígios:
Conforme o geólogo e geógrafo, mestre em geoprocessamento, Daltro Bonatto, a queda de um meteorito na Terra deixa vestígios que incluem a queima dos vegetais próximos ou pelo menos um efeito chamuscado e, também, pelo menos um buraco ou marca na terra. “Pode ser um meteorito como pode ser outro segmento de poeira de cometa. Pelo que saiba não passa nenhum nessa época, mas mesmo
assim vai deixar um ou outro vestígio qualquer. A terra é ataca diariamente por meteoritos e 99% deles sucumbem, ou seja, desaparecem”, explica.
Bonatto comenta que quando um meteorito cai na Terra, fica incandescente e pode chegar a atingir a superfície, dependendo do tamanho, ou mesmo ficar na forma de rocha. “Se não é muito grande o meteorito sucumbe, mas queima a relva e geralmente quando cai deixa um buraco no solo”, observa. Segundo ele, se o objeto atingiu a terra desnuda, com o impacto certamente deixaria alguma marca no solo. “A presença dele pode ter sucumbido,ou seja, queimado todo, mas mesmo assim teríamos cinza e minerais metálicos no local”, informa.
Materiais:
Muitas coisas do espaço podem atingir a Terra, segundo o geólogo, mas os mais comuns são os meteoritos, que tem maior atração. “É o que o chamamos de estrela cadente, uma faísca no céu, uma matéria que entra no espaço em alta velocidade o que faz pagar fogo.
Como numa siderúrgica, a faísca se apaga ou quando tem tamanho avantajado passa pela atmosfera e atinge a Terra como matéria o que em função do calor pode sucumbir ou mesmo se fragmentar”, avalia ele. Segundo Bonatto, a atmosfera serve de escudo para evitar grandes impactos, uma vez que provoca atrito com as matérias.
Outros materiais que podem atingir a Terra são os asteróides, que são fragmentos que estão em órbita entre Marte e Júpiter. “Mercúrio, Vênus, Terra e Marte são sólidos e os demais são gasosos. Entre Marte e Júpiter tem um espaçamento maior onde circulam fragmentos chamados asteróides ou planetóides, que podem ter sido resultado da explosão de algum planeta”, comenta.
Meteorito: Segundo Bonatto, os meteoritos são conhecidos como sideritos. “Os índios já chamavam de siderito em relação a sideral de espaço sideral, porque quando vinham do céu, ao serem tocados com a lança faziam barulho de metal, tanto que quando houve a primeira empresa de fundição de metais colocaram o nome de siderúrgica”, comenta ele.
Para ele, os meteoritos são muito estudados por ter relação com o núcleo da Terra. Os mais comuns são os minerais e raramente se encontram meteoritos metálicos. “Os metálicos tem 95% de ferro e 5% de carbono, calcário ou níquel sendo a matéria natural mais densa que conhecemos. São vários tipos: conditos, aconditos, sideritos”, aponta o geólogo.
Além disso, o motivo de estudo, principalmente pelos norte americanos, segundo ele, se deve a grande
concentração de Ilídio que os meteoritos deixam na superfície. “Onde ele cai, na borda do buraco fica uma concentração de Ilídio que é um material que não tem em grande quantidade na Terra. Mesmo que tenha caído há milhares de anos, o homem não tenha visto e tenha sucumbido, a quantidade de material é muito grande”, destaca. O maior meteorito que caiu no Brasil está em Bendegó, na Bahia e pesa mais de 400 kg.
Meteorito em Coxilha: Há 20 anos Bonatto esteve em Coxilha onde teria caído um meteorito. “Na fazenda tinham quatro buracos um pouco maior do que a mão fechada e a relva queimada, inclusive nosso motorista voltou até a UPF para buscar uma barra de ferro e começamos a bater para saber se tinha ficado algum vestígio, que faria um barulho metálico”, conta ele. Na época, segundo o geólogo e geógrafo, era período em que o cometa Harley passou pela Terra.

Conforme ele, todo o cometa tem tempo de vida útil que ficam dando volta elípticas, ora se afastando do sol, ora se aproximando. A menor volta é a cada 86 anos quando cometa Harley passa pela Terra. “Tem cometas que leva milhões de anos e toda a vez que um cometa passa perto do sol ele perde matéria, portanto todos tem tempo útil e como estão em alta velocidade acaba fazendo poeira que entra no vácuo e ao se afastar do sol essas partículas congelam, por isso que todo o cometa tem cauda”, explica Bonatto. A probabilidade na ocasião era de que o cometa teria perdido fragmentos que teriam caído no local.
Outro caso ocorreu há cerca de 60 anos, quando caíram três pedaços de meteoritos na região de Putinga e Roca Sales. De acordo com Bonatto, era um domingo de tarde e na cidade pequena as pessoas levaram um grande susto quando as três partes caíram na trilha da estrada próximos um do outro.
Fragmento no Museu:
As primeiras informações quando o fragmento de meteorito foi doado pela família Costi ao Museu Zoobotânico Augusto Ruschi (Muzar) era de que se tratava de uma das três partes que havia sido caído em Putinga. No entanto, estudos mais profundos constataram que o material teria origem de Soledade, tanto que o meteorito que o museu abriga leva o nome da cidade.
Para a coordenadora do Muzar, Flávia Biondo, o exemplar do museu é um dos mais raros, por ser de origem metálica. O meteorito Soledade é classificado como metálico, octaedrito e foi encontrado próximo a Soledade. A primeira testemunha de reconhecimento deste material foi Ruben Zarth, no ano de 1982.
Meteoritos:
Os meteoritos são fragmentos de corpos sólidos naturais como asteróides, planetas ou cometas que se incandescem pelo atrito com o ar e são capazes de chegar à superfície terrestre. Eventos acontecem cerca de 150 vezes por ano sobre toda a superfície terrestre. Os meteoritos podem ser classificados em: Pétreos: formados basicamente de material rochoso;
Metálicos: também chamados de sideritos, formados basicamente de liga metálica e ferro-níquel;
Siderolitos: são compostos das duas fases, metálica e pétrea.
Fonte: Diário da Manhã/NorteRS


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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Mais um Acidente na ERS 324 com vitima fatal


Um grave acidente no Km 92 da ERS 324 entre Três Palmeiras e Ronda Alta na manhã de hoje resultou em uma vitima fatal. O acidente aconteceu na localidade de Alto Recreio por volta das 11h00min e envolveu um veiculo Voyage com placas de Entre Rios do Sul-RS e um caminhão da empresa Pan Fácil com placas de Canoas-RS.

O caminhão seguia no sentido Ronda Alta – Três Palmeiras, e o Voyage vinha no sentido contrario.

Segundo o Condutor do caminhão, que não sofreu ferimentos, o capô do Voyage abriu, tirando a visibilidade do motorista. Quando percebeu que o veiculo começou a andar em zig-zag tirou o caminhão para fora da pista, só que nesse instante o Voyage acabou colidindo no caminhão.
No Voyage havia dois ocupantes, o motorista Elizeu Claudino de 32 anos e seu pai Sebastião Claudinho. Sebastião foi conduzido pela SAMU ao hospital Santa Rosa de Lima de Trindade do Sul, mas não resistiu aos ferimentos vindo a óbito. Elizeu foi encaminhado ao Centro Municipal de Saúde Ambulatorial de Ronda Alta onde o mesmo passou por uma bateria de exames e liberado.

Chovia no momento do acidente, a Policia Rodoviária de Nonoai esta no local orientando o transito.

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PAI ACUSADO DE ABUSAR DO FILHO CONTINUA EM LIBERDADE


Continuam sendo ouvidos testemunhas e parentes do menor de seis anos supostamente abusado pelo pai em um hospital. Agentes da Delegacia de Proteção acriança e ao Adolescente –DPCA continuam investigando o caso. O acusado do crime continua em liberdade.
No final da tarde de sábado homem foi preso suspeito de abusar sexualmente do filho. A criança que sofre com câncer ósseo e leucemia, estava internada em um hospital em Passo Fundo, fazendo tratamentos de quimioterapia e radioterapia. O pai passava as noites com o filho no hospital, em quarto coletivo, onde estava internado.
Os enfermeiros notaram mudanças no comportamento da criança com a presença do pai há cerca de 10 dias. No dia 22, quando ele foi visitar o menino, a vítima se agarrou a enfermeira e começou a gritar. O Conselho Tutelar foi chamado e tomou depoimento da criança que confirmou os fatos.
Após, a Brigada Militar foi acionada e prendeu o acusado
Apesar dos depoimentos, a delegada plantonista entendeu que não ficou caracterizado o flagrante, pois ele não foi pego no ato. Além disso, a vítima devido ao seu estado não pôde ser ouvida na noite de sábado e o laudo dos exames a que foi submetido ainda não havia sido entregue à polícia.
Assim, a delegada Rafaela Bier decidiu pela lavratura do boletim de ocorrência por estupro consumado e o suspeito foi liberado. A ocorrência foi encaminhada na segunda-feira para a Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente, onde será aberto inquérito policial para apurar o caso.

Fonte: Diário da Manhã
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Acidente de Trânsito na RS 324 entre Trindade do Sul e Três Palmeiras

Mais um acidente de trânsito na ERS 324 entre os municipios de Trindade do Sul e Três Palmeiras. Por volta das 14hs30min o veículo Clio placas MPM 7748 da cidade de Chapecó - SC saiu da pista, se chocando no barranco. No veículo haviam três ocupantes, sendo que os mesmos foram encaminhados ao HPS Santa Rosa de Lima de Trindade do Sul.

Segundo informações a condutora do veículo acabou se perdendo na curva próximo ao Posto Pelicano, vindo a colidir no barranco. No momento chovia muito.

Os ocupantes do veículo foram identificados como Tatiane Vanzan Krever (33), George Vanzan Krever (17) e Sabrina Matuela (17) tiveram apenas ferimentos leves.

Fotos: Alcione Gondorek
Texto: Portal Nonoai
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Como atualizar suas senhas e fazer cópia de dados das redes sociais

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Entrar para a academia, juntar dinheiro para viajar ou estudar para concurso. Essas são promessas comuns no fim de ano. Mas nem sempre as pessoas se lembram de fazer planos para a internet. Então, antes de dar boas-vindas a 2013, que tal atualizar senhas pessoais e fazer cópias dos dados das redes sociais?
Mesmo com a estabilidade dos serviços em nuvem (ou seja, que são salvos na rede), não há 100% de garantia da integridade desses dados. Por isso, selecionamos alguns caminhos para te ajudar a começar 2013 com essa promessa cumprida.
Mudar as senhas - O primeiro passo é atualizar as senhas para combinações mais complexas e difíceis de serem adivinhadas. Nada de usar dados pessoais, data de nascimento, do RG ou CPF etc. Você pode encontrar mais dicas em uma publicação que ensina como criar senhas seguras.
Outra opção para quem não consegue decorar tantas senhas é utilizar ferramentas que geram códigos automáticos para os seus “logins”. Em troca, essas ferramentas pedem para criar uma senha mestra individual (e irrecuperável) que dá acesso a todas as outras.
A versão gratuita do LastPass é uma desses aplicativos. O programa instala plugins em seus navegadores como o Chrome, Firefox e Internet Explorer e preenche o campo da senha sempre que solicitado. Contudo, antes de testar esse ou outros serviços, cheque a origem da fonte.
Faça o download dos e-mails – Nas configurações de algumas contas, existem tutoriais que mostram como fazer a cópia das mensagens para o computador por meio de programas como o Outlook, Thunderbird, entre outros. Já os usuários do Google podem utilizar um mecanimo automático, chamado Google Takeout, que permite fazer download das fotos do Álbum do Picasa, arquivos do Google DOC, atualizações do Google+ e muito mais.
Copiar os dados do Facebook- A rede social também oferece um campo no item de Configurações para realizar a cópia de todos os dados.  A partir dele, você pode baixar mensagens, fotos compartilhadas, o histórico do bate-papo, check-ins e outras informações.
Ferramenta em teste no Twitter – Ainda não está disponível para todos os usuários, mas o Twitter começou a implementar uma opção de download de todos os posts do perfil até o momento da solicitação. Para verificar se você já tem essa opção, clique em Configurações e verifique se essa função já está disponível.
Matéria de Leyberson Pedrosa – Portal EBC , publicada pelo EcoDebate, 27/12/2012
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Comprar, comprar, malditos, artigo de Esther Vivas


[EcoDebate] São as festas de Natal, o momento de nos juntarmos, comer, celebrar e, sobretudo, comprar. O Natal é, também, a “festa” do consumo, já que em nenhum outro momento do ano, para beneplácito dos mercadores do capital, compramos tanto como agora. Comprar para presentear, para vestir, para esquecer ou, simplesmente, comprar por comprar.
O sistema capitalista precisa da sociedade de consumo para sobreviver, que alguém compre em massa e compulsivamente aquilo que se produz e, assim, o círculo “virtuoso”, ou “vicioso” conforme se olhe, do capital continue em movimento. Que o que compras seja útil ou necessário pouco importa. A questão é gastar, quanto mais melhor, para que uns poucos ganhem. E, assim, nos prometem que consumir nos vai fazer mais felizes, mas a felicidade nunca chega por aí.
Vendem-nos o trivial como imprescindível, o fútil como indispensável e criam-nos necessidades artificiais em permanência. Poderiam vocês viver sem um telefone móvel de última geração ou sem um televisor de plasma? E, sem mudar-se de roupa a cada temporada? Seguramente já não. A sociedade de consumo assim o impôs. Aliás, pouco importa a qualidade daquilo que compramos. Vendem-nos marcas, sonhos, sensações da mão de desportistas famosos ou estrelas de Hollywood. E por alguns euros compramos fiticiamente a fama, o glamour ou a atração sexual que a publicidade se encarrega de nos servir diariamente em bandeja.
E se resisto a comprar, o que acontece? Os produtos fabricam-se para morrer sempre antes do tempo, para se estragarem, deixarem de funcionar, o que se conhece como obsolescência programada, para que assim tenhas que adquirir outros novo. De que serviriam umas meias sem buracos, umas lâmpadas que nunca se fundissem ou uma impressora que não se avariasse? Para nós e para o meio ambiente seria bom; para as empresas do capital, seria mau, muito mau. E é que a sociedade de consumo está pensada, como magnificamente retrata Cosima Dannoritzer no seu documentário, para ‘Comprar, deitar fora, comprar’, o título de seu último trabalho. Aqui só ganha quem vende.
Pouco importam as milhares de toneladas de resíduos que gera a cultura do “usar e deitar fora”, desperdícios tecnológicos, roupa, alimentos que desaparecem depois da nossa porta, no lixo, ou que passam a engrossar as pilhas de lixo que se acumulam nos países do Sul, contaminando águas, terra e ameaçando a saúde de suas comunidades, enquanto nós assobiamos para o lado. Acostumamo-nos a viver sem ter em conta que habitamos um planeta finito, e o capitalismo se encarregou muito bem de nos habituar assim.
Associa-se progresso a sociedade de consumo, mas temos de nos perguntar para quê e para quem é este progresso, e às custas de quem. Se todo mundo consumisse como um/a cidadão/ã médio/a do Estado espanhol, precisaríamos de três planetas Terra para colmar a nossa voracidade, mas só temos um, enquanto noutros muitos países africanos apenas se consome o necessário para sobreviver. É também necessário recordar que, também, existe um Sul no Norte e um Norte no Sul.
Alguém dirá: “Se deixamos de comprar, a economia estancar-se-à e gerar-se-à mais desemprego”. A realidade é muito diferente da que nos contam. E é, precisamente, este sistema o que fomenta o desemprego, a pobreza e a precariedade, o que deslocaliza a indústria e a agricultura, o que explora a mão de obra, o que contamina o ecossistema e o que nos mergulhou numa crise econômica, social e climática com enormes proporções. Se queremos trabalhar com dignidade, cuidar do nosso planeta, e garantir um bem-estar faz falta outra economia, social e solidária. Satisfazer as nossas necessidades, tendo em conta que vivemos num mundo cheio, saturado, a ponto de explodir. Apostar na agricultura ecológica, nos serviços públicos, nas tarefas de cuidados
Trabalhar para viver e não viver para trabalhar. Porque ou mudamos, ou não sairemos desta crise “consumindo”, como nos querem fazer crer, muito pelo contrário, continuarão “nos consumindo”.
Outros também dirão “Há sociedade de consumo porque a gente quer consumir”. Mas, para além de nossa responsabilidade individual, ninguém, que eu saiba, tem escolhido neste tipo de sociedade onde nos calhou viver, pelo a mim não me perguntaram. É assim que nos têm educado na sociedade do “quanto mais melhor”. E não só nos têm impingido valores e práticas de um sistema que antepõe interesses particulares a necessidades colectivas, como o individualismo e a concorrência e competição que nos impõem desde muito pequenos/as, em determinados papeis em função de nosso gênero, na reprodução não só de uma estrutura capitalista mas também patriarcal.
Querem que compremos até morrer, como no filme ‘Dancem, dancem, malditos’ (1969) de Sidney Pollack, onde os participantes a um concurso de dança dançavam sem parar até a exaustão para o beneplácito de uns poucos abastados. Como dizia o apresentador da competição em frente aos últimos concorrentes a ponto de desfalecerem no final do filme: “Estes rapazes maravilhosos, estupendos que continuam resistindo, continuam esperando, enquanto o relógio fatal continua o seu tic tac. Continua a dança do destino, a alucinante maratona segue e segue e segue. Até quando aguentarão? Vamos, um aplauso. Há que os animar. Aplaudam, aplaudam, aplaudam”. Viva o circo.
*Artigo enviado pela Autora e originalmente publicado, em 24/12/12, em blogs.publico.es
**Esther Vivas, Colaboradora Internacional do Portal EcoDebate, é ativista e pesquisadora em movimentos sociais e políticas agrícolas e alimentares, autora de vários livros, entre os quais “Planeta Indignado”. Esther Vivas é licenciada em jornalismo e mestre em Sociologia. Seus principais campos de pesquisa passam por analisar as alternativas apresentadas por movimentos sociais (globalização, fóruns sociais, revolta), os impactos da agricultura industrial e as alternativas que surgem a partir da soberania alimentar e do consumo crítico.
+info: http://esthervivas.com/portugues/
***Traduzido por Cassilda Pascoal.
EcoDebate, 27/12/2012
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Aurora anuncia hoje arrendamento da unidade da Diplomata em Xaxim


Chapecó – A novela sobre o futuro da empresa Diplomata, em Xaxim, parece ter chegado ao fim. Na última sexta-feira (21), foi assinado o contrato de arrendamento da Massa Falida da Chapecó Avícola. A Cooperativa Central Aurora, de Chapecó, é a nova administradora da unidade que, além do frigorífico, possui também um incubatório, granjas e a fábrica de ração, que juntas, estão avaliadas em R$ 187 milhões.
Por telefone, a assessoria de imprensa da Aurora informou que ainda faltam alguns trâmites na justiça para iniciar a operacionalização da unidade. O processo de negociação e os detalhes da assinatura do contrato serão repassados em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (26), às 14h, na Câmara de Vereadores, em Xaxim.
Na última terça-feira, o presidente da Aurora, Mário Lanznaster, já dava indícios da negociação. “As chances de fechar o negócio são de 90%. Ainda não é 100% devido a alguns detalhes da negociação que deverão ser solucionados durante esta semana”, declarou.
Relembre
Desde junho deste ano, a Diplomata já acumulava dividas superiores a R$ 500 milhões. Por diversas vezes, o fornecimento de energia elétrica foi cortado. Uma liminar do Ministério Público determinou que a distribuidora voltasse a oferecer o serviço, mesmo com débitos pendentes.
Nos últimos dois meses, o frigorífico trabalhava apenas em um turno. Dos 2300 funcionários, cerca de 1300 foram demitidos. Outro problema enfrentado é a falta de pagamento com os integrados. Muitos estão sem receber desde o início do ano e enfrentam a falta de fornecimento de ração para os animais.
Segundo a Associação Comercial e Industrial de Xaxim, com a crise do frigorífico, o movimento do comércio teve uma queda de 35% nas vendas. Em um ato público, que reuniu aproximadamente duas mil pessoas, no dia 16 de novembro na Praça Frei Bruno, o prefeito eleito de Xaxim, Idacir Orso, disse que a cidade perde com a crise no frigorífico, que representa cerca de 50% do retorno do ICMS. Além disso, a unidade é a que mais gera empregos na cidade.
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ÔNIBUS E CAMINHÃO BATEM NA BR-101 E TRÂNSITO FICA EM MEIA PISTA EM TRÊS FORQUILHAS


Um ônibus da empresa Unesul e um caminhão colidiram na BR-101 gaúcha. O acidente ocorreu por volta das 10h no km 39, no sentido Torres-Porto Alegre, no limite entre Três Forquilhas e Terra de Areia.
O motorista do coletivo, Celso Luis de Moraes Lopes, 49 anos, ficou ferido e foi encaminhado ao Hospital de Torres. Pelo menos outros 12 passageiros também sofreram ferimentos, mas ainda não há detalhes. Quatro ambulâncias trabalhavam no resgate, às 10h30min, e encaminhavam as vítimas para hospitais da região. O trânsito ficou em meia pista, causando lentidão no trecho pela manhã
O caminhão teria saído do município de Três Forquilhas e acessado a rodovia, quando o ônibus que levava passageiros de Torres para Porto Alegre, pela pista da direita, colidiu lateralmente. O caminhão caiu no barranco e o coletivo ficou no canteiro central.
Segundo informações da assessoria de imprensa da Unesul, o coletivo havia saído de Torres às 9h. Todos os passageiros já foram realocados em outro ônibus e seguiram viagem, informou a empresa.
ZERO HORA
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ESTIAGEM FAZ MACHADINHO SUSPENDER NOVAMENTE GERAÇÃO DE ENERGIA


Itá - A usina de Machadinho, teve nova paralisação na geração de energia no final de semana, e volta às atividades nesta quarta-feira. O gerente das unidades da Tractebel Elinton Chiaradia, informou que a primeira paralisão em maio foi pela falta de água no reservatório.
A segunda, foi uma decisão do Operador Nacional do Sistema para que pudesse enfrentar esse período. As Usinas de Itá e Machadinho estão com os reservatórios dentro do previsto para a época do ano.
Machadinho com 17% e Itá com 25% dos volume útil.
Fonte: RedecomSC/ PORTAL NONOAI
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Colisão frontal entre Gol e Saveiro resulta em um morto e três feridos na ERS 324 em Passo Fundo.



Uma colisão frontal entre um veículo Volkwagen Gol, com placas de Viamão e uma VW Saveiro, com placas de Ronda Alta, na altura do Km 133 da ERS 324 no distrito de Bela Vista, interior de Passo Fundo, resultou na morte do condutor da Saveiro, identificado como Paulino Romanssini, 46 anos e ferimentos em mais três pessoas todas ocupantes do veículo Gol, o motorista de 45 anos, a esposa dele de 35 anos, uma filha do casal, de 15 anos. Uma criança menina de dois anos que viajava na cadeirinha no banco traseiro do Gol nada sofreu tendo sido conduzida ao Hospital São Vicente de Paula de Passo Fundo, juntamente com seus familiares, nenhum deles corre risco de morte. De acordo com informações de patrulheiros da Polícia Rodoviária Estadual, o condutor da Saveiro trafegava em sentido Passo Fundo – Pontão e, ao tentar fazer uma ultrapassagem colidiu frontalmente com o Gol que viajava em sentido contrário. Devido ao acidente a via ficou interditada até o início da tarde de hoje para a realização dos trabalhos periciais ocasionando um grande engarrafamento nos dois sentidos. Patrulheiros da PRV estão orientando o trânsito através do acostamento, a previsão de liberação é de que ocorra as 15h00min. 


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Acidente na ERS 324 em Trindade do Sul deixa 4 vítimas fatais


Manhã trágica desta quarta-feira (26) em nossa região. Um acidente na ERS 324 Km 64 no município de Trindade do Sul teve quatro vítimas fatais. O acidente ocorreu por volta das 09hs00min.

O Veículo Gol placas LXI 8951 de Caxias do Sul - RS, trafegava sentido Trindade do Sul - Nonoai quando colidiu frontalmente com o Veículo Gol da cidade de Marmeleiro - PR que vinha em sentido contrário.

No veículo de Caxias do Sul estavam o casal Antonio e Adriana de Godóis e os filhos Gabriel e Geferson de Godóis. A mãe Adriana e o Filho Gabriel de apenas 10 anos vieram a óbito no local.

O pai Antonio e o filho Geferson foram levados pela SAMU ao HPS Santa Rosa de Lima de Trindade do Sul. Segundo uma enfermeira do hospital, Antônio ficará em observação e Jeferson será transferido para o Hospital Pompéia, de Caxias do Sul.

No outro veículo, morreram Juliana Sender, 27 anos, e o filho, Yuri Sender Balbinot, 8 meses. Paulo Ricardo Balbinot, pai da criança, conduzia o carro e foi encaminhado ao mesmo hospital dos outros feridos. Balbinot também não corre risco de morrer. Com o impacto o veículo do Paraná foi parar no meio da lavoura.

Policiais Civís e Rodoviários aguardam a perícia para a remoção dos corpos.

Portal Nonoai
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Musa do Brasileirão 2012 é de Nova Petrópolis

Nova Petrópolis - A gaúcha de Nova Petrópolis e gremista Martina Spier foi anunciada como a Musa do Campeonato Brasileiro de 2012. Na final, decidida na segunda-feira, dia 3, a candidata do tricolor gaúcho superou Ially Mazza, do Náutico, e Aline Azevedo, do Corinthians.

Na fase preliminar, em que as concorrentes tinham que responder sobre questões ligadas a seu clube ela ficou em primeiro lugar, ficando entre as três finalistas.

A escolha final se deu através de voto popular e Martina venceu com 41% dos votos.
FONTE: http://www.diariodecanoas.com.br/

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Brasil fecha 2012 com 2,4GW de potência eólica


ara o próximo ano, ABEEólica espera que o País alcance 4 GW e esteja entre os dez principais países no ranking de capacidade instalada


Segundo a ABEEólica, Associação Brasileira de Energia Eólica, o Brasil encerra 2012 com 2,4 GW de potência eólica instalada, o que leva a fonte a ter 2% de participação na matriz elétrica brasileira. “Essa capacidade instalada representa, de fato, a efetiva inserção da indústria eólica no País. Somente em 2012 instalamos 38 novos parques eólicos, totalizando 106 empreendimentos, e acrescentamos 1 GW no sistema. Esse mesmo volume foi injetado anteriormente em um período de 13 anos, de 1998 a 2011. Tivemos um salto virtuoso”, destaca a presidente executiva da entidade, Elbia Melo.A capacidade instalada atual possibilita o fornecimento de energia a quatro milhões de residências.  “É uma fonte limpa e renovável, que gera empregos e renda para o Brasil. Em 2012 foram gerados 15 mil empregos diretos e temos, hoje, 11 fabricantes instalados no País. No último ano foram investidos no setor certa de R$ 7 bilhões e a previsão é chegar a R$ 50 bilhões até 2020”, ressalta Elbia.De acordo com a ABEEólica, dados do Plano Decenal de Energia (PDE 2021), documento do governo federal que define metas do setor de energia para o período 2012-2021, evidenciam o crescimento da fonte eólica no Brasil. Segundo o PDE 2021, a participação eólica na matriz elétrica chegará a 9% em 2021, com 16 GW instalados.Para o próximo ano, a presidente executiva da entidade que congrega empreendedores geradores, fabricantes de aerogeradores e suas respectivas cadeias produtivas acredita que o Brasil atingirá 4 GW de capacidade instalada, saltando, com isso, da atual 16ª posição para o grupo de dez países com maior capacidade eólica instalada no mundo.“O ano de 2012, sob o aspecto da contratação, não foi um período muito animador, visto que a economia cresceu menos do que o esperado e as distribuidoras estão sobrecontratadas. Para 2013 esperamos a retomada do crescimento do PIB nacional, em torno de 4%, e a retomada nos níveis de contratação de energia elétrica, possibilitando, dessa forma, que seja mantida nossa meta de 2 GW por ano, garantindo a consolidação e a sustentabilidade da indústria no longo prazo”, vislumbra Elbia.
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Pedreiro e agricultor acham dinossauros mais completos no Brasil

Uma equipe do Laboratório de Paleobiologia da Universidade Federal do Pampa identificou um conjunto de fósseis que, segundo os pesquisadores, são os mais completos de dinossauros já encontrados no Brasil. Os ossos fossilizados foram achados por um pedreiro e um agricultor em uma obra em Agudo(RS). A identificação científica ocorreu no dia 12 de novembro e foi divulgada nesta quarta-feira pelos pesquisadores.


O professor Sérgio Dias da Silva, estudantes de graduação e mestrado preparam para retirar um bloco de rocha – que pode chegar a 2 t – que contém os fósseis. Os ossos seriam de pelo menos três dinossauros primitivos sauropodomorfos. Eles se alimentavam de plantas e chegavam a um tamanho parecido com o de uma avestruz. Além disso, eles deram origem aos grandes animais saurópodes, que chegavam a 30 m e 12 t. Um dos fósseis, afirma o cientista, está com praticamente todos os ossos articulados, o que é muito difícil de acontecer.


Segundo a universidade, ainda não é possível afirmam se os fósseis são de uma espécie desconhecida. O professor afirma que o laboratório terá muito trabalho pela frente. Mais detalhes dos ossos só poderão ser descobertos após a retirada da camada de rocha que recobre o fóssil. O estudo deve durar entre cinco e sete anos. (Fonte: Portal Terra)
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Natal com Jesus e os magos, artigo de Gilvander Luís Moreira

Natal com Jesus e os magos.
Gilvander Luís Moreira1

No Evangelho de Mateus, em Mt 2,1-12, está a narrativa da visita de magos a Jesus, passagem exclusiva das comunidades de Mateus. Para Mateus foram os magos os que por primeiro experimentaram a chegada do divino no humano. O Evangelho de Lucas, ao invés de falar de magos, fala de pastores (Lc 2,1-20). Quem são esses magos? O texto só diz que eles vêm do Oriente, de onde o dia nasce e a vida recomeça. Os magos são pessoas sábias, porque viram a estrela que indicava o nascimento do “rei dos judeus”. Os magos têm intenções contrárias às do rei Herodes, que ficou alarmado e junto com ele toda a cidade de Jerusalém. Nem pela consulta às Escrituras Herodes, os sumos sacerdotes e os escribas se dispõem a reconhecer o divino no humano que acaba de nascer. Acontece então uma oposição muito significativa: aqueles que detêm o conhecimento e o poder da religião oficial ignoram Jesus, enquanto pessoas de outras culturas e práticas, que inclusive seriam condenadas pela lei judaica, como a consulta aos astros, reconhecem o nascimento daquele que iria testemunhar um caminho de salvação e vêm ao seu encontro.

Os magos identificam a estrela que indica Deus se humanizando em/a partir de Jesus. É interessante que depois que os magos saem de Jerusalém a estrela reaparece e os conduz até o lugar em que estava o menino. Curioso é que a estrela desaparece quando os magos chegam a Jerusalém, a capital, o centro político, econômico e religioso! Mas não adianta buscar esta estrela no céu. O texto faz uma ligação entre as atividades dos magos e a estrela que, segundo a tradição judaica, deveria indicar o surgimento do messias. Assim se lia naquela época o texto de Números 24,17: “um astro se levantará de Jacó e um homem surgirá de Israel”.

Depois de adorarem o menino e de lhe oferecerem presentes, os magos retornam por outro caminho a sua terra. Diz o texto que eles foram avisados “em sonho” para que não voltassem a falar com Herodes. A missão de Jesus é testemunhar um caminho de salvação para todos, inclusive os pagãos, representados pelos magos. Mt 2,1-12 tem duas partes: Mt 2,1-5 e Mt 2,7-12. O v. 6 é o elo de ligação.

Em Mt 2,1-12 temos Herodes contra Jesus, Jerusalém contra Belém. Para os magos, estrangeiros do oriente, Jesus é “rei dos judeus” (Mt 2,2). Os magos reconhecem o poder alternativo nascido em Belém (etimologicamente Betlehem, em hebraico, significa Casa do Pão), cidade do pastor Davi, que organizou os injustiçados da sociedade para lutar por um governo justo. O verdadeiro rei dos judeus não é violento como Herodes, é um recém-nascido, nascido sem-terra e sem-casa. Segundo o Evangelho de João, o nascido na “Casa do Pão”, se tornou Pão da Vida para todos. Os magos intuem com sabedoria que o poder alternativo, democrático, participativo e popular vem da periferia, dos excluídos, dos pequenos. A estrela que guia os magos representa as intuições mais puras e os anseios mais profundos da humanidade sedenta de justiça, paz e fraternidade.

Os magos vêem o “menino com sua mãe“. O gesto de reconhecimento é acompanhado da oferta do que há de melhor em seus países: ouro, incenso e mirra. Para os cristãos da época da Patrística, os presentes oferecidos simbolizam a realeza (ouro), a divindade (incenso) e a paixão de Jesus (mirra). Primeira atitude dos magos foi doar-se a serviço do Salvador (= prostram-se) e, em seguida, põem à disposição de Jesus o melhor do que eles possuem, seus dons.

Mais importante do que discutir se os magos eram astrólogos ou se eram astrônomos, é perceber que eram estrangeiros, sábios, perspicazes e muito sensíveis para captar a divindade de Deus se revelando na humanidade mais frágil.

Herodes, o rei sanguinário e opressor, tremendo de medo de perder o seu poder, tentou cooptar os magos secretamente, tentou obter informações que o ajudasse a liquidar a vida frágil. Herodes mentiu, fez propaganda enganosa, para tentar descobrir onde estavam as forças de subversão ao seu poder tirânico. Mas as forças de vida – o divino no humano – foram mais espertas fazendo os magos voltarem por outro caminho e assim driblaram a armadilha de Herodes.

Os magos voltam por outro caminho, com sabedoria. Atualizando uma profecia, isto é, fazendo midrash, Mt 2,12 recorda o profeta anônimo de 1Rs 13,9-10: “Porque assim me ordenou o SENHOR pela sua palavra, dizendo: Não comerás pão, nem beberás água enão voltarás pelo caminho por onde foste. E foi-se por outro caminho e não voltou pelo caminho por onde viera a Betel“.

Os magos romperam de uma vez por todas com Herodes, rei opressor, e com Jerusalém, cidade tratada como se fosse uma empresa. O sonho dos magos é a inspiração de que do poder opressor nada nasce de bom para a sociedade. Os magos souberam mudar suas perspectivas e sonhar um mundo novo. Experimentaram que um mundo diferente é necessário e possível de ser construído.

A festa da Epifania, dos santos reis, nos ensina a olharmos o mundo atentamente com benevolência, a sentir com o coração aberto e, com mãos solidárias, percebermos que Deus está fazendo brilhar sua beleza no meio dos pobres e dos desprezados. Aliás, o que acontece não é propriamente uma Epifania (em grego, epifania significa manifestação de Deus sobre), mas uma Diafania (em grego, diafania significa o brilho de Deus que perpassa e permeia tudo).

Em uma perspectiva feminista, devemos perguntar: Já imaginou se os Magos fossem mulheres magas? O que teria acontecido? Elas não teriam pedido informações a Herodes, mas às crianças, prediletas de Jesus. Teriam chegado a tempo. Ajudariam no parto, cuidariam do menino, limpariam o estábulo, fariam o jantar. Além disso, teriam trazido presentes práticos e o mundo viveria em paz.

Mas ainda está em tempo de construirmos um mundo de justiça e paz para todos e tudo. Que nesse Natal e na virada do ano possamos revigorar em nós o desejo e o compromisso de viver e conviver de um jeito parecido com os magos do oriente ou como os pastores de Belém (Lc 2,1-20). Que não sejamos cúmplices dos Herodes de plantão!

Belo Horizonte, MG, Brasil, 24 de dezembro de 2012.

1 Frei e padre da Ordem dos carmelitas; licenciado e bacharel em Filosofia pela UFPR; bacharel em Teologia pelo ITESP/SP; mestre em Exegese Bíblica pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma; assessor da CPT, CEBI, SAB e Via Campesina; conselheiro do Conselho Estadual dos Direitos Humanos de Minas Gerais – CONEDH; e-mail:gilvander@igrejadocarmo.com.br – www.gilvander.org.brwww.twitter.com/gilvanderluis – facebook: Gilvander Moreira

EcoDebate, 24/12/2012
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O uso da mão de obra infantil é cada vez maior no mundo, segundo artigo ‘Enfeite de Natal, trabalho infantil’


Trabalho infantil é usado na produção de enfeites de Natal – A rede de advocacia Marcha Global contra o Trabalho Infantil resgatou 14 crianças, de 8 a 14 anos, de uma empresa em Nova Deli, na Índia, que trabalhavam na fabricação de enfeites de Natal e presentes para essa época que seriam vendidos nos Estados Unidos e na Europa. Com jornadas diárias de até 15 horas, em espaços pequenos e sem ventilação, eles trabalhavam sob ameaça constante de violência. O resgate foi feito após uma fiscalização surpresa ao local. Matéria noUOL Notícias.
O uso da mão de obra infantil é cada vez maior no mundo, segundo o artigo “Enfeite de Natal, trabalho infantil” [no original Christmas Ornaments, Child Labor], publicado no jornal “New York Times”, pela professora de História Americana Marjorie Elizabeth Wood, da Escola Industrial e de Relações do Trabalho da Universidade Cornell. De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), 6 milhões de crianças são traficadas por ano para trabalharem sob a ameaça de agressão física ou restrição física. O trabalho forçado é parte de um problema ainda maior.
Estimativas recentes indicam que há 215 milhões de trabalhadores com idade inferior a 18 anos em todo o mundo, mais de metade trabalha em condições perigosas. Nos Estados Unidos, o Departamento do Trabalho publica uma “lista de bens produzidos por trabalho infantil ou trabalho forçado”, que menciona 134 bens ( incluindo decoração, roupas, eletrônicos, sapatos, joias, acessórios de moda e brinquedos) produzidos em 74 países.
MAIS DEMANDA
Com a temporada de ferias e a maior demanda do consumidor por esses produtos, há escassez de mão de obra. Para lidar com isso, adolescentes e crianças são frequentemente recrutados, ou, como no caso de Nova Deli, traficados para trabalho forçado, cita a professora em seu artigo.
“Pais pobres são muitas vezes levados a vender seus filhos para atravessadores por alguns dólares, depois de serem informados de que os seus filhos vão receber cuidados e uma educação gratuita, e que seus salários serão enviados de volta para a família”, escreve.
No Natal passado, uma investigação em fábricas de brinquedos na China, onde 85% dos brinquedos do mercado americano são produzidos, revelou que cerca de 300 jovens trabalhadores foram recrutados para ajudar com a demanda do feriado.
Outra investigação sigilosa no ano passado em uma fábrica chinesa revelou que crianças a partir dos 14 estavam fazendo carrinhos de brinquedo da Disney, um dos mais vendidos em preparação para a temporada de ferias 2011.
De acordo com o artigo, o trabalho infantil tem aumentando em todo o mundo desde a crise financeira em 2008. Estudo recente da empresa de avaliação de risco Maplecroft mostrou que as cadeias produtivas em 76 países estavam em “risco extremo” de envolver o trabalho infantil, em algum momento – número superior aos 68 países que estavam nas mesmas condições no ano passado.
Entre os países citados no estudo estão os principais parceiros comerciais dos EUA: China, Índia, Brasil, Indonésia e Filipinas. Bangladesh. Nesse último, um incêndio que ocorreu recentemente em uma confecção de roupas matou 112 trabalhadores. “Muitos dos mortos eram mulheres jovens, entre elas algumas com 12 anos de idade”, cita a professora.
LIÇÕES DO PASSADO
A autora do artigo informa que a própria história de combate ao trabalho infantil doméstico no início do século 20 aponta o caminho para uma solução global para o problema atual.
“Assim como hoje, brinquedos e quinquilharias foram feitas muitas vezes por crianças pobres em fábricas e cortiços, mas na própria América. Em 1912, Lewis Hine fotografou crianças de cortiços da cidade de Nova York costurando bonecas e exibiu essa imagens ao lado de fotografias de crianças de classe média, brincando com as mesmas bonecas no Central Parque. As fotografias levaram a Assembleia Legislativa do Estado a proibir no ano seguinte a fabricação de bonecas e roupas de criança, entre outros itens, em cortiços”, informa a autora.
Ainda no início do século 20, em outras ocasiões, outras iniciativas já chamaram a atenção para a questão do trabalho infantil durante a o Natal. “A revista Life capturou com ironia, em um cartum de 1913, o contraste de uma criança trabalhando, fazendo um brinquedo de pelúcia, com uma criança privilegiada que mais tarde iria brincar com ele. E, em um livro popular de 1914, chamado Children in Boundage”, o autor escreveu que as crianças dos cortiços foram “perdendo seus corpos e almas para dar um pouco de alegria para as restantes.’”
“WHITE LABEL”
Defensores das crianças também defenderam boicotes aos produtos fabricados com trabalho infantil, segundo cita o artigo da professora. “Florence Kelley introduziu o “White Label” (Selo Branco, em inglês), dado a empresas que se recusaram a vender produtos que empregaram trabalho infantil”. Na época de Natal, eles orientavam os consumidores a comprarem apenas em lojas reconhecidas como “White Label”.
“O movimento chamou a atenção do consumidor e ajudou a impulsionar a abolição efetiva do trabalho infantil mais industrial nos Estados Unidos em 1938″, diz a professora no artigo.
“Hoje, os interesses comerciais conseguiram frustrar os esforços sérios para diminuir o problema do trabalho infantil no exterior. Apesar de muitas empresas e associações comerciais terem políticas oficiais contra o trabalho infantil, eles não estão clamando por proibições de importar produtos frutos de trabalho infantil”, afirma o artigo. Alguns lobistas, diz, tem até “sucesso lobby contra tal legislação”.
A autora cita a Lei de Repressão do Trabalho Infantil, que proibiria a importação de produtos fabricados por crianças com menos de 15 anos de idade, que não conseguiu ser aprovada desde que o senador Tom Harkin, democrata de Iowa, a lançou em 1992.
“O que nós precisamos agora é um movimento ‘White Label’ para a economia global do século 21. Entre outros, Shima Baradaran, professora de Direito na Universidade Brigham Young, tem defendido o comércio justo com rotulagem de combate ao trabalho infantil. Comércio justo, ela aponta, é um dos mercados de mais rápido crescimento no mundo, e os consumidores seriam menos propensos a comprar os produtos de trabalho infantil se outras opções foram dadas a conhecer a eles”, escreve.
De acordo com o texto, o Departamento do Trabalho dos EUA já realiza uma extensa pesquisa sobre as fontes de commodities nos mercados globais. “Esta informação poderia formar a base de uma campanha de sensibilização sobre os produtos livres de trabalho infantil. Para trazer esta campanha totalmente para a era digital, as organizações sem fins lucrativos devem patrocinar o projeto de um aplicativo que permite aos consumidores determinar se os produtos são livres ou não de trabalho infantil. [Já existe um aplicativo localizador 'Feira' que ajuda os consumidores a localizarem lojas próximas que vendem produtos de comércio justo. Uma aplicação específica para mercadorias livres de trabalho infantil poderia servir a um propósito similar]“, escreve a professora
“Através das escolhas que fazem no mercado, os consumidores têm o poder de inverter a tendência do trabalho infantil global. E, como o maior mercado consumidor do mundo para mercadorias fabricadas com mão de obra infantil é o norte-americano, são eles que devem liderar esse caminho. Na época de dar, e com Ano Novo se aproximando, não há melhor tempo para encontrar uma forma de resolver a questão”, finaliza a autora.
EcoDebate, 26/12/2012
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Energia eólica se torna competitiva e produção dispara no Brasil

Energia eólica 
Força dos ventos – A expectativa é que a capacidade instalada no país cresça 250% até 2014. O Correio inicia hoje série de quatro reportagens sobre as novidades que prometem tornar o consumo energético mais sustentável.
Os recursos naturais do Brasil sempre ofereceram um variado leque de opções para a geração de energia elétrica, mas somente agora empresários e governo começam a abrir os olhos para essa realidade. O país já pode dizer que 84% de sua geração de energia vêm de fontes limpas, mas a hidrelétrica ainda é responsável por 72% da capacidade instalada. Aos poucos, outras forças naturais começam a encontrar espaço nesse mosaico, que depende da variedade para ser realmente sustentável. Entre elas, a força dos ventos merece destaque: a fonte eólica já conquistou o posto de segunda fonte de energia mais barata do país, e deve aumentar sua fatia no país de 1% para 6% nos próximos três anos. Até 2014, a capacidade instalada deve crescer de 2GW para 7GW. Matéria de Roberta Machado, no Correio Braziliense, socializada pelo ClippingMP.
“A fonte para sustentar o crescimento brasileiro é a hidrelétrica, mas em segundo lugar vem a eólica”, avalia o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. O potencial eólico do país, aponta ele, chega a 143 mil megawatts, o equivalente a 10 usinas de Itaipu. “Esse potencial está subestimado, pois foi emitido com base em torres de 50m de altura. Hoje, os aerogeradores são muito mais altos”, ressalta.
Há menos de uma década no mercado de energia eólica, o Brasil já está entre as quatro nações que mais crescem no setor, atrás de China, Estados Unidos e Índia. Até o ano que vem, espera-se que o país salte da 20ª para a 10ª posição mundial no aproveitamento dessa energia. “A tecnologia é recente, e os investimentos no Brasil são mais recentes ainda, vieram a partir de 2004″, explica Elbia Melo, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica). Desde então, aponta a especialista, o preço da energia retirada do vento caiu para menos de um terço. “A energia eólica perdeu o status de fonte alternativa subsidiada e passou a ser competitiva.”
Novos ares
Existem mais de 30 mil turbinas eólicas de grande porte em operação no mundo, e muitos desses empreendimentos surpreendem pelo tamanho e pela capacidade. Em outubro, a Siemens Energy inaugurou uma torre marítima com as maiores pás já feitas. De fibra de vidro, cada uma mede 75m. É como se três prédios de 25 andares girassem no ar presos a um motor. O monstro eólico pode produzir até 6MW de energia limpa, o equivalente ao consumo de 6 mil residências. A eletricidade é levada para uma subestação em alto-mar que, por sua vez, a transmite para a terra.
Ligando um gerador com ímãs diretamente ao eixo, o modelo precisa de apenas metade das peças usadas tradicionalmente e dispensa manutenção, pois possui um sistema de monitoramento automático. As pontas das pás também foram adaptadas para diminuir a resistência do ar e os níveis de barulho. “Nossa nova turbina incorpora o conhecimento agregado de engenharia acumulado nas últimas três décadas”, resume Henrik Stiesdal, CTO da divisão eólica da Siemens.
Mesmo em dimensões mais modestas, pesquisadores também renovam o modelo das turbinas cata-vento, inspirado no seculares moinhos europeus. Alguns investem na mudança total de paradigma e defendem as turbinas verticais. Similares a hélices espiraladas, elas são mais compactas e podem se complementar para girarem mais rápido. Outros, ainda, sugerem novos materiais. Enquanto as pás mais avançadas são feitas de peças inteiriças de fibra de vidro, há casos como o de uma empresa alemã que criou uma turbina inteiramente feita de madeira. O material sustentável dispensa a prejudicial fabricação de aço, e ainda pode ser reciclado.
No campo de inovações, o Brasil se destaca em iniciativas como a de um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que estuda o uso de novos tipos de controladores de potência para as turbinas eólicas. “O vento é variável, então a velocidade que ele coloca no eixo da turbina também varia, e não é compatível com a frequência que a gente quer na rede elétrica. Você precisa condicionar essa velocidade para que o gerador gere uma energia na frequência da rede elétrica, de 60Hz”, explica Ernesto Ruppert Filho, professor da Unicamp. De acordo com o especialista, essa dificuldade de conversão foi um dos motivos para o atraso na popularização da energia eólica, e o trabalho pioneiro brasileiro pode diminuir o número de equipamentos necessários à instalação e economizar ainda mais recursos.
EcoDebate, 26/12/2012
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Sustentabilidade e o legado da copa V, artigo de Roberto Naime

[EcoDebate] O mundo evoluiu muito desde que Ter Stepanian (1970) disseminou seu conceito de tecnógeno (TER STEPANIAN, 1970) ou seja, de que não existem mais áreas intocadas pelo homem no planeta e que praticamente todo tipo de degradação necessita auxílio do homem para se recuperar. O que caracteriza o tecnógeno é que a ação humana é hegemônica sobre as ações geográfica, químicas e biológicas. Não existem mais áreas genuinamente quaternárias

Portanto o tecnógeno é uma ciência voltada para o futuro, preocupada em acompanhar as mudanças ambientais e risco naturais devido à lenta ação de fatores imperceptíveis gerados pela atividade tecnogênica do homem.

Na verdade a ideia preservacionista de sustentabilidade advêm desta conceituação evoluindo e disseminando esta nova dimensão existencial da humanidade por todas as geografias e realidades sociais (NAIME e GARCIA, 2004). Até atingirmos o atual estágio onde sustentabilidade conforme nos ensina Stern em sua obra significam cada vez mais preocupações com um crescimento e um desenvolvimento de baixa produção de carbono para evitar uma maior acumulação de gases de efeito estufa, patrocinadores maiores de eventos associados a mudanças climáticas e a eliminação da pobreza.

As editoras Elsevier e Campus publicaram no Brasil em 2010 a preciosa obra de Nicholas Stern “O caminho para um mundo mais sustentável” (STERN, 2010). Nicholas Stern foi presidente do Banco Mundial e sempre foi um indivíduo profundamente engajado na questão da sustentabilidade e na construção de caminhos para um mundo melhor e mais sustentável.

Até por dever de ofício na condição de líder de tão importante instituição quanto o Banco Mundial, sempre esteve participando de articulações e construções de caminhos que envolviam questões financeiras para viabilização de acordos internacionais e ações que pudessem atingir metas consideradas necessárias por todos os atores globais envolvidos com a sustentabilidade.

O prefácio da edição brasileira merece o irreparável depoimento de Israel Klabin, presidente da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável que através de uma lúcida abordagem ressalta todas as grandes concepções desenvolvidas na obra.

A obra é referência porque nos permite traçar um paralelo imediato entre as concepções de sustentabilidade discutidas no mundo desenvolvido e no chamado terceiro mundo. E até nos faz refletir sobre os motivos e as dificuldades para a construção de acordos globais. Enquanto nos países periféricos as questões de sustentabilidade parecem estar mais vinculadas com realidades operacionais ainda não atingidas, nos países desenvolvidos, a questão fica mais objetivada no crescimento com baixa produção de carbono.

Desde a introdução do livro, ficam eleitos os temas cruciais para atingir acordos internacionais para um crescimento com baixa produção de carbono: a luta contra a pobreza, particularmente na África e o combate às mudanças climáticas.

Posteriormente, fica enfatizado que um acordo global precisa ser eficaz no sentido de reduzir as emissões de gases de efeito estufa de forma eficiente, dentro de um cenário equitativo em relaçõ às habilidades e responsabilidades de todas as partes. Na página 6 também fica enfatizado que é preciso encarar as questões do desenvolvimento econômico e das mudanças climáticas como partes de um todo.

Os objetivos desta abordagem são explicitados ao final da introdução do texto de Nicholas Stern. É necessário buscar um padrão de crescimento e desenvolvimento muito mais limpo, mais seguro e mais sustentável, para todos.

STERN, N. O caminho para um mundo mais sustentável. Editoras Elsevier e Campus, Rio de Janeiro, 2010, 209p.

TER STEPAMIAN, G. Beginning of the Technogene. Bulletin IEAG, nº 1, ago. 1970.

NAIME, Roberto e GARCIA, Ana Cristina de Almeida Percepção ambiental e diretrizes para compreender a questão do meio ambiente. Novo Hamburgo: Feevale, 2004. 135 p.

Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.

EcoDebate, 26/12/2012
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