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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Prefeitura de Curitiba terá carros ecoelétricos rodando a partir desta semana

Começa a operar em Curitiba, a partir desta quinta-feira (05), a frota municipal de carro Ecoelétrico, um modal de nova geração, com baixo impacto ambiental, que atende à política de Mobilidade Urbana Sustentável do Município. A frota, formada por dez carros e três micro-ônibus, será utilizada pela Prefeitura em diversas secretarias e programas de governo.
 eco-ônibus
O projeto é desenvolvido em parceria entre Prefeitura de Curitiba, Itaipu Binacional, Aliança Renault-Nissan e CEIIA (Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel) de Portugal.
O Ecoelétrico é o maior projeto de veículos elétricos do país destinados, exclusivamente, ao serviço público. Desta forma, a capital paranaense se reafirma no cenário nacional e internacional como inovadora, em especial, em mobilidade urbana. O projeto também se configura como a primeira ação da capital paranaense visando o cumprimento das recomendações do termo de compromisso para a redução das emissões de gases e de riscos climáticos, assinado pelo prefeito Gustavo Fruet, durante o C 40, em Johanesburgo, África do Sul.
O projeto Ecoelétrico inicia a sua primeira fase com a entrega dos postos de abastecimento (eletropostos) e dos veículos elétricos que estarão disponíveis à frota da Prefeitura de Curitiba já para o período da Copa do Mundo FIFA 2014. Durante a cerimônia, na próxima quinta-feira (05), Dia Mundial do Meio Ambiente, também será demonstrada a operação de inteligência do sistema.
Sem custos à Prefeitura, ao todo o projeto compreende 10 carros que foram repassados pela Renault e Itaipu Binacional (Zoe – 5 unidades; Kangoo Z.E – 3 unidades, Twizy – 2 unidades) e 3 micro-ônibus de acordo com contrato em comodato firmado entre as partes. Para o abastecimento, dez eletropostos serão instalados em sete locais: Praça Rui Barbosa, Parque Tanguá, Parque Barigui, Secretaria de Administração, Prefeitura – Palácio 29 de Março, Setran- Prado Velho, Jardim Botânico.
eco-Zoe
Os carros serão utilizados pela Guarda Municipal, Setran e Instituto Curitiba de Turismo. Na Guarda servirão para ronda e patrulhamento nos parques da cidade e como módulo móvel que circulará pelas praças. Na Setran, em seu programa de escola pública do trânsito e ainda como suporte às atividades de fiscalização de seus agentes e em seu departamento de mobilidade. No Instituto Curitiba de Turismo, os veículos serão destinados para a criação dos postos móveis de informações turísticas que devem transitar em locais estratégicos de grande aglomeração como Arena da Baixada, FAN FEST, pólo hoteleiro, parques. Outro objetivo é dar suporte a comitivas em atividades recreativas e culturais.
O Ecoelétrico foi elaborado em quatro fases, de 2014 a 2020. A primeira fase já está sendo implantada com foco na Copa do Mundo FIFA 2014.
Na segunda fase do projeto estão previstos totens de abastecimento multifuncionais que devem agregar em um único equipamento serviços de recarga dos veículos, cartão de transporte, parquímetro (EstaR), câmera de monitoramento, botão de emergência, informações turísticas, bicicletas compartilhadas, wi-fi institucional. Também há a previsão de estudos para implantar soluções de compartilhamento (sharing) de carros e bicicletas, inicialmente voltadas para o mercado corporativo e a serviços de interesse público. As próximas etapas (2018 – 2020) estabelecem estudos de integração aos diversos serviços de transporte público.
EcoDebate, 03/06/2014
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Agricultura familiar é protagonista na produção de alimentos saudáveis

Agricultura familiar é protagonista na produção de alimentos saudáveisFoto: Andrea Farias/MDA
 A vida corrida e agitada levada por grande parte dos brasileiros faz com que poucos se preocupem com a alimentação saudável. Em virtude disso, o número de pessoas com problemas de saúde, como diabetes, hipertensão e colesterol alto tem crescido assustadoramente. Além disso, no Brasil, mais de 65 milhões de pessoas – 40% da população – estão com excesso de peso, enquanto 10 milhões são considerados obesos, segundo dados da Associação Médica Brasileira (AMB).
Fonte de alimentos saudáveis, a agricultura familiar pode ser protagonista na mudança desse cenário. O segmento é uma alternativa ao consumo de alimentos congelados, fast food, frituras e refeições ricas em sódio, cada vez mais consumidas em território nacional. Em virtude da importância do setor, a ONU declarou 2014 como Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF).
O secretário da Agricultura Familiar do MDA, Valter Bianchini explica porque o segmento é grande produtor de alimentos saudáveis. “A agricultura familiar, por trabalhar sistemas mais diversificados, por ser uma agricultura que utiliza o mínimo de insumo externo, por integrar lavoura e pecuária, há uma forte correlação com a produção do alimento saudável”, afirma.
Bianchini lembra, ainda, que os produtos podem ser encontrados em mercados, legitimamente identificados pelo Selo de Identificação da Agricultura Familiar (Sipaf). “Há hoje um portifólio de tecnologias que vão mostrando cada vez mais a possibilidade de termos uma agricultura sustentável, produzindo alimentos saudáveis para o conjunto da população. Os selos da Agricultura Familiar e da Agricultura Orgânica trazem, cada vez mais, um produto socialmente justo, produzido de forma ambientalmente correta, sendo a garantia de um produto saudável”, lembra.
O representante da Organização Panamericana de Saúde (Opas), Enrique Jacoby, em seminário sobre o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), também reconheceu a importância do setor para a saúde. “Aprendi e creio que é muito importante observar que falar de agricultura familiar é falar de desenvolvimento, saúde e biodiversidade. Este segmento é protagonista na produção de alimentos saudáveis”, aponta.
Segundo Jacoby, dos 20 maiores fatores que colocam em risco a vida do ser humano 15 estão ligados diretamente com a má alimentação. “Basicamente, o que coloca a vida em risco é a alimentação de baixa qualidade. Temos que promover os alimentos naturais e consumir cada vez menos alimentos processados”, salienta o peruano.
Por João Paulo Biage, do MDA
EcoDebate, 03/06/2014
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